A AIM e a LUSA manifestaram hoje, em Maputo, a sua vontade de incrementar a cooperação entre ambas as agências noticiosas que data há mais três décadas.
A vontade foi expressa durante a visita de cortesia do delegado da LUSA, Luís Fonseca, às instalações da AIM.
O director geral da AIM, Bernardo Mavanga, que manifestou a total disposição da AIM, apontou como áreas de interesse a formação profissional, particularmente no jornalismo multimédia, e cooperação na área técnica.
“Este incremento de cooperação é bem-vindo, sobretudo agora que enfrentamos novos desafios, particularmente na transição do jornalismo tradicional para o jornalismo multimédia e sabemos que a LUSA tem larga experiência nesta área”, disse Mavanga.
O director geral da AIM também propôs, durante o encontro, a troca de jornalistas entre ambas instituições por um período de uma a duas semanas, sobretudo na cobertura de grandes eventos.
No que concerne a cooperação técnica, Mavanga apontou o desenho de softwares para a gestão de redacção e clientes que, no caso da AIM, já foi desenhado há mais de 10 anos e, naturalmente, já não se adequa a realidade actual.
Fonseca, por seu turno, reconheceu que a LUSA possui larga experiência na área do jornalismo multimédia.
“Temos uma experiência de 10 anos, pois foi em 2008 que os correspondentes de cada distrito em Portugal foram treinados e começaram a reportar com câmaras de vídeo”, disse Fonseca.
Assim, os jornalistas baseados nos distritos passaram a estar aptos para cobrir todos os eventos e relevantes na região.
Por isso, disse Fonseca, “hoje já fazemos a LUSA TV que é um serviço para as televisões”.
“As televisões pedem determinados serviços, porque, naturalmente, não têm pessoal suficiente para estar em todos os sítios e nós fornecemos esses serviços através da LUSA e, assim, acabamos por nos complementarmos”, disse.
Referiu que a LUSA TV também já opera em Moçambique e Angola, e está prestes a entrar em Cabo Verde.
“Por exemplo, já fomos no ano passado a Cabo Delgado com a LUSA TV, onde visitamos Palma, Afungi, Ibo e assim por diante”, afirmou.
Referiu que ambas as agências noticiosas, AIM e LUSA, são instituições financiadas pelo Estado, pelo que o incremento de receitas, através de jornalismo multimédia, poderá reduzir a dependência financeira.
Disse ainda que a LUSA possui projecto de transformar as suas delegações em Portugal e no estrangeiro como espaços para a troca de experiências.
(AIM)