Mocambique/Covid-19: Parlamento poderá decidir futuro das estratégias de resposta à pandemia

30 Jul 2020 0 comment  

A Assembleia da República, o parlamento moçambicano, poderá decidir, nos próximos dias, sobre o futuro da resposta e combate à pandemia da Covid-19, anunciou hoje o Chefe de Estado, Filipe Nyusi.

“Dando cumprimento ao estipulado na Constituição da República enviarei amanhã (quinta-feira) o relatório à Assembleia da República e, logo a seguir, tomaremos decisões sobre as estratégias e medidas que iremos adoptar para o nosso futuro imediato”, disse Nyusi, na sua comunicação que marcou o fim do estado de emergência em Moçambique, que expira a meia-noite de hoje (29).

As novas medidas serão anunciadas através de uma comunicação à nação, disse o Chefe de Estado, apelando aos cidadãos para que não ignorem as conquistas alcançadas durante os 120 dias do estado de emergência.

“Nestes dias que se seguem todas as medidas, actualmente em vigor, devem continuar a ser seguidas com a mesma alma e o mesmo vigor de sempre. De pouco vale ficarmos impacientes”, vincou.

Reiterou a necessidade de consolidar os ganhos alcançados nos últimos quatro meses mas, para o efeito, urge observar as regras básicas de prevenção, particularmente o uso de máscaras ou viseiras e lavagem frequente das mãos.

Referiu que o governo, com a assessoria da Comissão Técnico Cientifica, já iniciou um diálogo produtivo com os diversos sectores da sociedade para, de forma gradual e diferenciada, definir a retomada de várias actividades.

Contudo, o modo e o ritmo para a retoma dessas actividades vão depender da evolução da pandemia em Moçambique.

“Não existem outros caminhos, não existem atalhos, seguiremos sim com prudência enquanto não estiverem disponíveis medicamentos e vacinas para a Covid-19”, advertiu.

Fazendo um breve historial sobre a evolução da Covid-19 em Moçambique disse que o primeiro caso foi notificado a 22 de Março último.

O Executivo tratou de criar imediatamente uma Comissão Técnico-Científica para a Prevenção e Resposta a Pandemia da Covid-19, um órgão de consulta e assessoria técnica ao governo.

Sobre a evolução no número de casos disse que há quatro meses Moçambique tinha o registo de apenas oito casos que subiu para 76 volvidos 30 dias. O número de casos evoluiu para 244 no fim do segundo mês, 883 no terceiro e finalmente 1.748 no fim de Julho corrente.

Explicou que as medidas adoptadas e a colaboração de todos os cidadãos ajudaram a mitigar a velocidade de transmissão da doença. As medidas permitiram ainda reduzir uma eventual pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde e, deste modo, salvar muitas vidas.

Advertiu que a pandemia em Moçambique ainda está longe de atingir o pico. Por isso não “podemos abrandar, de modo nenhum, os esforços para retardar a transmissão da doença que, no último mês, ganhou um crescimento sem precedentes”.

“Não podemos vacilar na manutenção de medidas e comportamentos responsáveis, pois são essas medidas que têm funcionado como um verdadeiro escudo para a defesa da nossa saúde pública”, acrescentou.

Referiu que os impactos da pandemia a nível global continental e nacional são profundos na perda de vidas humanas, mas também se fazem sentir de forma gravosa na economia e funcionamento da sociedade.

Foi esta razão que determinou a aplicação de medidas de nível 3. A estratégia minimizou convulsões sociais que foram observadas em outros países que declararam o confinamento total pois, em nome da protecção da saúde pública, muitos cidadãos ficaram desprovidos de recursos básicos para o seu sustento e de suas famílias.
(AIM)
Sg/mz

Temos 276 visitantes e Nenhum membro online

Contacte-nos

Rua da Rádio - 112 - 5º Andar - Caixa Postal 896
+258 21313225/6
+258 21 313196