Moçambique: Violência armada afecta mais de 1.800 professores

13 Out 2020 0 comment  

A violência armada que se regista na região centro de Moçambique e nos distritos localizados no norte da província de Cabo Delgado afectaram, até agora, mais de 1.800 professores anunciou, Segunda-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi.

A violência na região centro que afecta as províncias de Manica e Sofala é perpetrada pela intitulada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo. Na provincia nortenha de Cabo Delgado a violencia e' protagonizada por insurgentes ate' aqui nao devidamente identificados.

“Ao comemorarmos o dia 12 de Outubro, Dia do Professor, não podemos deixar de evocar as situações críticas dos professores na zona centro e na província de Cabo Delgado como consequência de actos bárbaros e desumanos perpetrados por homens armados”, disse Nyusi, na recepção da delegação da Organização Nacional dos Professores (ONP) por ocasião da efeméride.

Na província de Manica, a violência armada já forçou a deslocação de pelo menos 603 famílias, ou seja 3.514 pessoas que abandonaram as suas casas e procurar abrigo em locais mais seguros.

Os ataques afectaram 131 professores e 12 escolas, sendo 11 escolas no distrito de Gondola e uma no distrito de Macate.

“Como podem ver irmãos, não podemos continuar a usar a violência para resolver problemas”, disse Nyusi.

Entretanto, o governo vai continuar a trabalhar no sentido de restaurar a paz e não vai vacilar.

Fazendo uma radiografia da situação em Cabo Delgado, Nyusi disse que desde o início dos ataques terroristas em 2017 foram afectadas 138 escolas, das quais 45 destruídas, prejudicando 61.789 alunos e 1.132 professores.

“Entre os distritos mais afectados encontram-se Mocímboa da Praia, com 32.247 alunos e 452 professores, distrito de Quissanga com 10.047 alunos e 359 professores, Macomia com 7.698 alunos e 115 professores afectados”, disse o Chefe de Estado.

Deplorou o facto de os terroristas se limitarem a assassinar pessoas, sem revelar as suas reais intenções.

Por isso, pediu a colaboração de todos os cidadãos e parceiros de Moçambique a restaurar a paz e tranquilidade.

Citou, como exemplo, um caso ocorrido na semana passada, quando um grupo de antigos combatentes decidiu pegar em armas, tendo rechaçado vários terroristas. “As últimas operações na semana passada na zona de Muidumbe e Nangade fizemos com os combatentes na linha da frente”.

Falando em nome das crianças, professores, e de todos os moçambicanos apelou a consciência dos terroristas para que ponham fim a brutalidade contra inocentes.

O estadista moçambicano usou a oportunidade para felicitar as Forças de Defesa e Segurança pelo trabalho realizado na defesa dos alunos, professores, escolas e da soberania nacional.
(AIM)
Sg/mz

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