'Caça ao voto': Daviz Simango anuncia cinco pilares para sua governação

11 Set 2019 0 comment
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O candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, anunciou, em comício por ele orientado hoje no populoso bairro de Namicopo, os cinco pilares vão nortear a sua governação caso ganhe as eleições gerais de 15 de Outubro próximo.

O comício havido naquele aglomerado populacional marcou o encerramento do périplo que o líder do MDM efectuou pela província de Nampula, norte de Moçambique, no âmbito da sua campanha eleitoral às 6/as eleições gerais, às assembleias provinciais e, pela primeira vez na história do país, para os governadores provinciais.

Simango, que estava acompanhado de sua esposa, Clara Simango, lançou, durante o seu último comício, vigorosos ataques ao panorama económico e social do país, ao afirmar que o país está a ser governado por pessoas desinteressadas no bem-estar comum.
Nos cincos pilares que anunciou como linhas que seguirá caso vença o escrutínio que se avizinha, Simango destacou a paz e a justiça.

“O MDM tem uma agenda clara para o nosso país, para inverter a situação em que vivemos. Temos cinco pilares-chave, sendo o primeiro, onde tratamos a matéria da paz, democracia e coesão nacional, o segundo onde abordamos a questão da nossa economia e oportunidade de emprego, terceiro, tratamos das infra-estruturas, o quarto onde tratamos do desenvolvimento e equilíbrio social e o último, reforço da nossa posição internacional”, afirmou Simango.

O candidato do MDM disse, por outro lado, estar bastante preocupado com aquilo que classifica como democracia armada no país.

“Preocupa-nos bastante uma democracia armada, nós como moçambicanos não queremos a guerra. Nós, como moçambicanos, queremos que tudo seja visão diferente ou comportamento diferente, seja feito através de diálogo. Os interesses de algum grupo sejam partilhados com os demais, mas sempre Moçambique em primeiro lugar”, assinalou a fonte.

Simango defendeu, por outro lado, a participação activa dos moçambicanos na vida política do país, porque só assim se pode mudar o rumo do país, ter as mulheres a defender os seus direitos.

Aos moçambicanos, Simango augura, caso saia vitorioso, a valorização da cidadania onde não haverá excluídos ou perseguidos por causa das suas convicções.

“Por isso o MDM vai acabar com as células de partidos políticos nas instituições públicas. Os partidos que façam política nas suas sedes ou casas. Temos que construir a nossa democracia sem perseguição, queremos que a nossa justiça funcione, que seja livre para que possamos defender os interesses do estado”, referiu o candidato.

Na ocasião, Simango exigiu também a criação do Tribunal Constitucional, porque o seu partido quer tanto um tribunal constitucional quanto um tribunal de contas. Os procuradores e outros profissionais de justiça devem ter, segundo a fonte, melhores condições de trabalho, como por exemplo segurança e viaturas.

Na sua última cartada em Nampula, o candidato do MDM deixou recados para os órgãos de gestão eleitoral ao afirmar que a democracia é feita em praça pública.

“Queremos que no fim da votação os órgãos de gestão eleitoral respeitem a vontade do povo, em democracia, num estado de direito, é um homem um voto, não queremos um homem 10 votos”.

O candidato presidencial do MDM, Daviz Simango trabalha nos próximos dias na província de Cabo Delgado, para onde partiu na tarde de hoje após a digressão eleitoral em Nampula.
(AIM)
(Rosa Inguane) RI/le

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