Metangula: Renamo acusa régulo de impedir população tirar água da fontanária
A Renamo no município de Metangula, província de Niassa, norte de Moçambique, acusa o régulo Massumba de estar a impedir a população de tirar água do sistema de abastecimento de água local, por considerar que são membros daquele maior partido da oposição.
Falando em conferência de imprensa, este sábado em Metangula, o membro da Renamo, Maurício Mangalanganda, acusa igualmente o director distrital do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades, Victor Salimo, de estar a intimidar os residentes do bairro 40 de, caso não votem na Frelimo, serão expulsos das casas construídas pelo Fundo do Fomento de Habitação.
“Convocamos esta conferência de imprensa para denunciar as irregularidades, uma das quais o régulo Massumba proíbe as populações de irem buscar água na fontanária que abastece esta zona”, afirmou Mangalanganda.
Mangalanganda acusa ainda o director da Escola Secundária de Michumua, de estar a intimidar os alunos cujos pais são membros da Renamo. “Ele diz aos alunos que vão chumbar neste ano”, disse.
As acusações enquadram-se na campanha eleitoral que iniciou na última terça-feira do mês passado, e que hoje termina em todas as 53 autarquias de Moçambique.
A campanha eleitoral antecede a realização das quintas eleições autárquicas marcadas para próxima quarta-feira.
A Renamo considera a situação de ilícitos eleitorais.
Por sua vez, a Frelimo, partido no poder, refuta todas as acusações da Renamo, considerando-as de infundadas e descabidas, e próprias de uma formação política sem agenda.
O primeiro-secretário distrital da Frelimo, Abibo Iassine, disse que as infra-estruturas existentes em Metangula são para o benefício de toda a população, sem distinção da cor partidária.
˝Nós, a Frelimo, distanciamo-nos de todas as acusações arroladas pela Renamo. Não é verdade que o régulo Massumba proíbe a população a consumir água. Todos sabemos, o membro da Renamo está em Metangula há muito tempo e bebe esta água. A própria Renamo anda a fazer campanha nas estradas construídas pelo governo. Nunca interditamos”, disse Iassine.
Sobre as acusações feitas ao director distrital do INGC, Iassine afirmou que este foi transferido para o bairro de Mataule, dias antes do início da campanha eleitoral.
“Desde que começou a campanha foi escalado em Mataule e não em Michumua (bairro). Estes ilícitos que a Renamo apresenta são sinais de que já não aguenta com o processo”, sumarizou.
Concorrem também, no município de Metangula, o Movimento Democrático de Moçambique.
(AIM)
Educação contrata mais de seis mil professores
O Ministério moçambicano da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) perspectiva contratar para o próximo ano lectivo 6413 professores, dos quais 6060 serão distribuídos pelas diferentes escolas do ensino primário, enquanto 150 estão para o ensino secundário e 200 para o ensino técnico.
A contratação destes profissionais está dependente da aprovação da proposta de Plano Económico e Social, bem como do Orçamento do Estado submetido pelo Governo à Assembleia da República, o parlamento.
O porta-voz do MINEDH, Manuel Simbine, segundo o “domingo”, disse que o Governo prevê ainda a disponibilização de cerca de 14 milhões de livros de distribuição gratuita (da 1.ª a 7.ª classes), sendo que mais de um milhão de livros será para a primeira classe.
Segundo Simbine, neste momento, o desafio do Estado é trabalhar de forma que não haja fuga deste material para o mercado informal, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos.
Simbine acredita que a fuga acontece durante a sua distribuição nas escolas, uma vez que o material quando chega das editoras vem selado e é encaminhado para as direcções provinciais e distritais igualmente selado.
(AIM)
Estado lesado em 4 mil milhões de meticais na fuga de receitas em combustíveis
Zambézia: STAE encerra curso de formação de MMV’S
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) aprovou 1.176 membros de mesas de voto (MMV’s) que vão garantir o funcionamento das 168 mesas de assembleias de voto a nível da autarquia de Quelimane, a capital da província da Zambézia, centro de Moçambique.
No encerramento do curso, hoje, o presidente da comissão distrital de eleições, Zacarias Muecheia, apelou para uma maior observância e rigor ético, imparcialidade, profissionalismo dedicação, zelo e sacrifício para o sucesso da votação da próxima quarta-feira.
Concorreram para a formação 1.294 candidatos dos quais foram apurados 1.176.
Deste número constam, igualmente, alguns representantes de partidos políticos com assento no parlamento moçambicano, nomeadamente a Frelimo, Renamo e MDM.
“Asseguramos que todos os 1.176 MMV’s apurados estão aptos para conduzir o processo eleitoral, de hoje em diante”, referiu a fonte.
Exortou aos apurados para que se abstenham de qualquer que seja a convicção ou motivação politica partidária.
O processo de apuramento dos MMV’s está igualmente em curso nas autarquias de Mocuba, Gurue, Alto - Molocue, Maganja da Costa e Milange, todas na Zambézia.
(AIM)