Moçambique: INGC activa “alerta vermelho” para região centro

12 Mar 2019
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O Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC) decretou, hoje, o alerta vermelho para as províncias da região centro de Moçambique, nomeadamente, Sofala, Manica, Zambézia e Tete, face aos elevados danos causados pelas chuvas intensas registados nas últimas semanas.

O alerta vermelho implica a mobilização de cerca de 18 milhões de dólares necessários para operações de assistência humanitária para as populações afectadas.

Falando à imprensa, minutos após o término da reunião do Conselho Coordenador do INGC que teve lugar em Maputo, a ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, anunciou que o alerta vermelho implica a mobilização na sua máxima força de todos os intervenientes para a retirada das populações residentes nas zonas de risco.

Assim, os administradores distritais e autoridades locais tradicionais são chamados a intensificar a retirada das populações das zonas de risco. Nas suas acções, as autoridades locais deverão igualmente, participar na mobilização de meios aéreos para o provimento da ajuda.

Referiu que com o alerta máximo foram activados os Centros Operativos de Emergência (COEs).

“Iremos melhorar também e intensificar os sistemas de comunicação que os próprios sistemas de gestão das calamidades têm para a retirada compulsiva das pessoas”, disse.

Sobre os parceiros de cooperação, Namashulua ressaltou a necessidade de contribuírem com mais meios financeiros e materiais às províncias afectadas, para permitir que possam acolher as populações retiradas das zonas de risco.

“Precisamos de mais tendas de abrigo, precisamos de água, todos os meios de saneamento. Também precisamos de kits de higiene e alimentos para reforçar a capacidade do governo”, afirmou.

Sublinhou a urgência para a mobilização imediata de todo o tipo de apoios, para fazer frente ao ciclone IDAI, que deverá atingir as províncias do centro do país dentro dos próximos três dias.

“Os parceiros todos manifestaram toda a abertura em poder apoiar o governo”, afirmou a ministra, sublinhando que “amanhã ou depois de amanhã haverá um encontro que vai operacionalizar as respostas dos parceiros que deram”, disse Namashulua.

Sem revelar montantes, garantiu que o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento já desembolsaram valores para apoiar as operações.

Segundo projecções do Centro de Monitoria de Ciclones Tropicais, o IDAI deverá a aproximar-se da costa moçambicana na categoria de Ciclone Tropical Intenso, prevendo-se que venha a atingir a província de Sofala na próxima sexta-feira, com ventos entre 180 a 220 quilómetros por hora e chuva superior a 150 milímetros em 24 horas.

Dados do governo indicam que os eventos extremos (chuvas e ventos fortes, inundações, seca, sismo, descargas atmosféricas e Tempestade tropical Desmond) registados na presente época chuvosa em todo o país, afectaram, de forma cumulativa, 138.285 pessoas, feriram 111 pessoas e destruíram 14.712 casas, das quais 5.125 totalmente, 18 unidades sanitárias afectadas, 938 salas destruídas, das quais 165 totalmente, e 47.026 alunos afectados.

Na presente época chuvosa e ciclónica foram registados 66 óbitos, sendo as descargas atmosféricas que causaram o maior número de óbitos a nível nacional.
(AIM)
Ac/sg

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