Governo suspende vistos de entrada de cidadãos provenientes da China

29 Jan 2020
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O governo moçambicano anunciou hoje, em Maputo, a suspensão da emissão dos vistos de entrada de cidadãos provenientes da China, uma medida que visa evitar a propagação da epidemia de coronavírus que já provocou 106 mortes naquele país asiático e deixou mais de 4.500 pessoas infectadas.

Falando durante um briefing à imprensa, minutos após o término da 2ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, a porta-voz do governo, Helena Kida, disse que até agora não há notícias de cidadãos moçambicanos na China infectados com o vírus.

“Foi abordado nesta sessão e uma das medidas é a suspensão dos vistos. E, até hoje a informação que tínhamos é que não havia algum moçambicano na China infectado com este vírus”, afirmou.

Sem avançar o tempo estimado da suspensão, Kida explicou que se trata de uma medida restritiva, como das formas de minimizar os efeitos nefastos que o coronavírus poderá causar no país.

Wuhan, cidade do centro do país, onde o novo coronavírus foi detectado em Dezembro, e quase toda a província de Hubei estão isoladas do mundo desde quinta-feira por ordem das autoridades para tentar travar a epidemia. Quase 56 milhões de habitantes estão confinados.

A medida deixou milhares de estrangeiros retidos na região.

Kida não confirma a existência de moçambicanos naquela província. “Até aqui em relação aos moçambicanos que estão na China felizmente não temos nenhum caso reportado”.

Perto de 50 pacientes foram registados no resto do mundo e mais de 10 países foram afectados pelo vírus, na Ásia, Austrália, Europa e América do Norte.

A propagação do vírus aumenta a ansiedade e a série de medidas de contenção. Muitos países reforçaram a precaução nas fronteiras. A Mongólia fechou a passagem terrestre com a China.

A Malásia proibiu a estada de pessoas procedentes de Hubei. Vários países recomendam aos seus cidadãos para que evitem viajar para esta província, mas a Alemanha ampliou o conselho para toda a China. O governo dos Estados Unidos fez o mesmo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera a ameaça “alta”, mas sem activar um alerta de saúde internacional, afirmou na segunda-feira que ainda não sabe se os infectados são contagiosos antes de apresentar os sintomas da doença, o que contradiz as declarações de funcionários da área de saúde da China.
(AIM)
Ac/sg

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